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setembro 2017

outubro 2017

AMEAÇA FASCISTA

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Poucos meses atrás, li “Today's isms: socialism, capitalism, fascism, communism, and libertarianism” (Alan Ebenstein, William Ebenstein e Edwin Fogelman. Prentice Hall, 2000). Julgo excelente obra introdutória ao tema da política, cujo conteúdo gostaria de compartilhar com você a partir de hoje por meio de uma série de artigos.

Vou começar pelo impressionante fenômeno político do fascismo. Recentemente, pessoas expressaram não entender os motivos que me levaram a postar mensagem nas redes sociais na qual falava da abertura, que vejo em muitas igrejas e na sociedade brasileira, para a penetração de conceitos fascistas. Por isso, desejo começar tratando dessa vertente ideológica do autoritarismo.

1. Fascismo é a organização totalitária do governo e da sociedade por um único partido ditatorial, intensamente nacionalista, racista, militarista e imperialista. Na Europa, a Itália foi o primeiro país a adotar o sistema (1922), seguida pela Alemanha (1933) e a Espanha por meio da guerra civil que começou 1936. O Japão se tornou fascista a partir de 1930. O destino dessas nações, com sua história de guerras, conflitos civis, abuso de poder, miséria, atraso, destruição, deveria nos levar a manter-nos vigilantes quanto a qualquer tentativa de implantação desse regime ou dos seus congêneres no nosso país. Não subestime o mundo da política. Tudo é possível. Retrocessos históricos podem ocorrer, em especial, quando a sociedade dorme, calando-se nas ocasiões nas quais autoridades públicas manifestam abertamente intenções totalitárias.

2. O fascismo cresceu em países comparativamente mais ricos e tecnologicamente mais avançados (Alemanha e Japão). Um outro ponto, profundamente inquietante, é ele ter como característica o entusiasmo e suporte das massas. Quanto mais violentos e terroristas se tornaram os movimentos fascistas, mais suporte por parte da população tiveram (Alemanha de Hitler). O fascismo jamais se estabeleceu em sociedade com longa tradição democrática. Nossa democracia, contudo, é jovem. Foi mal administrada. Convive ainda com muita miséria e violência. Muitos estão sendo levados à conclusão de que vale a penar abrir mão de direitos e garantias constitucionais a fim de que as taxas de desemprego caiam e os índices de criminalidade diminuam. As lambanças praticadas por quem exerceu a hegemonia política no país nos últimos anos, estão levando parte da população a flertar abertamente com ideais fascistas. O discurso do tiro, pancada e bomba insere-se perfeitamente nesse contexto. Abusos de poder são praticados e a sociedade se cala. Candidatos às próximas eleições, de olho nas aspirações de milhões de brasileiros, ajustam suas promessas de campanha à expectativa de lei e ordem, vista como panacéia para os problemas que o país enfrenta no campo da criminalidade.

3. Toda sociedade industrial sofre de tensões sociais e econômicas. Para se lidar com elas, dois caminhos podem ser tomados: o democrático e o coercitivo. Uma sociedade democrática reconhece uma variedade de interesses econômicos e conflitos inevitáveis (patrões e empregados, agricultura e indústria, trabalhadores bem preparados e trabalhadores sem preparo técnico), e busca reconciliar tais conflitos através das urnas, usando métodos pacíficos e fazendo ajustes graduais. O Estado fascista nega a existência de divergência de interesses sociais (odiando a noção de variedade, especialmente, por meio da imposição estatal da uniformidade). Tudo é resolvido mediante o uso da força. Percebo no Brasil dois grupos que se digladiam. Ambos vendo a face do demônio naquele de quem divergem ideologicamente. Ambos dispostos a usarem os mais diferentes meios antidemocráticos a fim de silenciarem os seus opositores.

4. Em geral, o fascismo é bancado por industriais, desejosos de assumirem tanto o controle da economia, quanto dos sindicatos de trabalhadores. A classe média baixa assalariada tende a apoiá-lo, que significa desgraça maior, em razão de legitimar o regime mediante o apoio das massas. O medo e a inveja são importantes ingredientes desse sistema, com os quais ideólogos e marqueteiros sabem muito bem trabalhar. Crise econômica, desemprego, insatisfação profissional, salários baixos, alimentam o desejo por alguém que venha para botar ordem na casa.

5. O fascismo sabe jogar habilmente com o ressentimento dos que se sentem perdendo seu espaço na sociedade. Um generalizado sentimento negativo de inveja e medo é característico do apoio popular a regimes fascistas. Daí, a facilidade de se eleger inimigos, que passam a ser acusados de todos os problemas da sociedade. No Brasil, julga-se que neoliberais e esquerdistas são ameaças à nação, não tendo o que se aproveitar das suas ideias e contribuições pessoais.

6. Os militares são profundamente influenciados pela propaganda fascista. Mesmo em fortes e bem estabelecidas democracias, membros das forças armadas tendem a superestimarem as virtudes da disciplina e da unidade. Militares têm sido centrais para o sucesso do fascismo. Fascistas usam a forças armadas em razão do suporte que costuma ter por parte da população. Recentemente , testemunhamos declaração de alto membro do Exército brasileiro, mostrando-se francamente favorável à volta do regime militar. Muita gente se calou. Tantos outros, aplaudiram.

7. Há uma relação entre fascismo e depressão econômica. Em tempos de depressão econômica, medo e frustração minam a fé no processo democrático. Onde a fé em métodos racionais é enfraquecida, o fascismo tem grande potencial de ganho. Desemprego é central. Por isso, é que não se deve brincar com economia. Seja levando à bancarrota o Estado, seja deixando de usar recursos públicos para socorrer os despossuídos.

8. Governo autoritário costuma fazer as mais diferentes e contraditórias promessas para satisfazer a todos os seus aderentes. Ele é capaz de unir pobres e ricos por meio do ressentimento, da frustração e da insegurança. Desperta o ódio por inimigos internos e externos.

9. O fascismo funciona onde não há forte tradição democrática e percebe-se forte cultura autoritária. Há países que são propensos a esse tipo de coisa. Neles, encontra-se gente disposta a se submeter e obedecer, que prefere obediência cega a assumir a responsabilidade de tomar decisões por si mesma. Busca-se, portanto, o conforto de outros tomarem decisão pelo restante da sociedade. Salta aos olhos o fato de que uma cultura escravocrata ainda está presente entre nós. Perdoa-me pelo lugar comum, mas nunca é demais repetir, somos o país do coronelismo, da carteirada, do “você sabe com quem está falando?”.

10. Características de pessoas propensas ao autoritarismo fascista: tendência de se conformarem compulsivamente a ideias e práticas ortodoxas; rigidez emocional e imaginação limitada; excessiva preocupação com problemas de status e força; forte lealdade ao próprio grupo associada a uma oposição ferrenha a quem pensa de modo diferente. Ênfase na disciplina e obediência em lugar da liberdade e espontaneidade nas relações humanas em áreas tais como, educação, sexo, família, religião, indústria e governo. A mentalidade de grupo é central no autoritarismo. Não falta gente no Brasil querendo legislar sobre a moral privada. Isso vale para progressistas e conservadores.

11. Em sociedades totalitárias, a dependência e submissão concedem às pessoas a segurança que anelam, mas nega a autoexpressão, que faz parte da natureza humana. Significa se ajoelhar perante o superior acima e pressionar os subordinados abaixo. Só resta à sociedade obedecer. Outro dia ouvi alguém dizer, “mas o retorno de um regime militar seria diferente nos dias de hoje. Não teríamos os erros do passado”. Ao que me lembrei daquela velha conversa, no tempo em que as moças se preocupavam mais com a virgindade: “Juro, juro que não passarei daqui”.

12. Os ditadores sabem que são odiados por muitos. Nesses regimes há muita revolta reprimida. Daí a constante desconfiança quanto à presença de adversários reais ou imaginários. Inimigos são eleitos. Aqui entra o inferno. Cria-se o Estado policial. As manifestações que tenho realizado no Brasil seriam proibidas, e, caso houvesse resistência por parte dos voluntários, o destino seria a mordaça e a morte. Faço uma pergunta, em havendo ruptura no regime democrático brasileiro, caso a economia empacasse, gerando desemprego e miséria, haveria espaço para protesto?

13. Quando as promessas não são alcançadas, a população se volta contra seus líderes em razão desses não terem cumprido o que disseram que fariam. A coisa sempre acaba mal. Mas, até a liderança autoritária ser deposta, muito sangue, prisão, desaparecimento e morte.

14. O fascismo é irracional, apelativo, baseado em tabus. Discursos sem o mínimo fundamento na realidade dos fatos são proferidos. Suprime-se o espaço para a discussão e passa-se a valer apenas os dogmas do fundamentalismo político, que não aceita crise de incredulidade. Essa é a razão pela qual o sistema é mantido na base do terror. Suas fraquezas são evidentes e de fácil refutação. Só dá para manter a coisa com fuzil, pistola, canhão. Trata-se de sistema baseado no uso da violência e da mentira. Tudo gira em torno de um adversário que precisa ser destruído. Ele só reconhece inimigos, não oponentes, e, desde que o inimigo representa o mal encarnado, a aniquilação total é a única solução.

15. É por meio de campos de concentração e campos de trabalhos forçados que regimes totalitaristas procuram destruir o elemento moral nos homens e nas mulheres e privá-los do último resíduo de personalidade. A técnica de lavagem cerebral leva as pessoas a confessarem publicamente o que não cometeram e jamais cometeriam. É o regime do medo, da tropa de choque, da selvageria, do fim da liberdade de expressão.

16. Os fascistas debocham da democracia. Acreditam no governo da elite política. Ridicularizam a ideia de que o povo pode governar a si mesmo. Por mais estranho que possa parecer para um democrata racional, através da história da humanidade percebe-se pessoas aprovando frequentemente governos autocráticos. Aprovação apenas, entretanto, não é evidência de democracia! O que faz um governo democrático é ele ser baseado no consentimento popular dado regularmente em eleições livres. Em regimes fascistas, mesmo quando o governo desfruta de aprovação popular, ele é conduzido independentemente do consentimento popular -sem eleições livres, sem liberdade de imprensa, sem oposição livre.

17. Há uma tendência no fascismo de controlar todas as áreas da vida. Fascistas deiam discussão. A ditadura militar pode, por exemplo, conviver pacificamente com a religião, desde que essa não tenha no púlpito um profeta perturbado a tudo denunciando. O fascismo é pior. É caracterizado pela ideia de o Estado se imiscuir em todas as esferas humanas.

18. O fascismo eleva a guerra à condição de um ideal de vida. O que seria visto com lamento por um cristão amante da paz, é visto como algo que eleva o espírito e fortalece a fibra moral da nação.

19. O fascismo exerce controle sobre a economia. Seus proponentes julgam que uma elite está em condição de ver tudo. Esses poucos são os únicos qualificados para decidir pela nação. São contra a economia de mercado, portanto.

20. No final, a economia do Estado fascista entra em colapso (vide Alemanha e Itália, que, após a Segunda Guerra, foram salvas pelo dinheiro do contribuinte americano) e o pobre é ignorado, uma vez que a preocupação precípua do sistema é manter o poder em vez de usá-lo em favor da sociedade.

Não quero praticar a irresponsabilidade de causar pânico e dizer que consigo identificar todos esses elementos presentes em partidos políticos, candidatos às eleições de 2018, setores do meio empresarial, imprensa, grupos de pressão política, lideranças religiosas. Seria irresponsabilidade da minha parte, contudo, se deixasse de dizer que, numa extensão maior ou menor, vejo gente na nossa sociedade propondo as obscenidades políticas aqui mencionadas.

Cabe a você e a mim, erguer a voz em favor da democracia. Até este momento, pelas luzes que recebemos, a melhor forma de governo concebida pelo homem. A única capaz de respeitar dois pressupostos intelectuais do cristianismo: a dignidade humana e a corrupção da natureza humana. Porque fomos criados à imagem de Deus, não podemos ser governados sem o nosso consentimento. Apoiar regimes que toleram violação de garantias constitucionais e direitos humanos é coisa de falso profeta.

Porque perdemos a capacidade de amar, tornando-nos viciados em nós mesmos, nenhum de nós deve exercer aquela autoridade sobre os demais seres humanos que somente um ser imune à corrupção de desejos santos pode possuir. A Bíblia chama esse monarca absoluto de Messias, que deu a vida pelo seu povo e voltará em glória. Esse é único diante de quem faz sentido curvar-se em santa e alegre submissão.

Que não sejamos ingênuos com política. Tudo pode acontecer. Conquistas podem ser perdidas. Retrocessos históricos podem ocorrer. Que não deixemos ninguém nos dizer, "tudo isso te darei se prostrado me adorares".


Antonio Carlos Costa


UM PÉ NA ESQUERDA E OUTRO NA DIREITA

"Os cristãos deveriam buscar extrair o que de melhor pode ser encontrado nas ideologias de esquerda e direita a fim de buscarem simetria ideológica capaz de promover justiça, produzir riqueza e fomentar equidade. Devemos evitar a todo custo elevar um lado da verdade à condição de verdade completa”.

 

 


USO FASCISTA DA DOUTRINA DA QUEDA

Difference-between-democracy-dictatorship_aca1f9554a62f6a0É no mínimo contraditório o uso político que certos evangélicos fazem da doutrina da queda.

Esse artigo de fé, certamente, é um dos principais pressupostos intelectuais do cristianismo. As Escrituras ensinam que houve algo na história da humanidade que fez o homem se afastar do seu Criador. Não somos mais o que um dia fomos. Perdemos a chamada -retidão original. Desaprendemos a amar.

Trata-se de doutrina empiricamente comprovável. As guerras, o ódio racial, as desnecessárias desigualdades sociais, perpassam toda a história da humanidade. Alguém poderia objetar, mas o homem nasce bom, o meio é que o corrompe. Uma questão, entretanto, permanece: quem cria o meio?

Porém, com base nessa verdade, que torna necessária a utilização da espada de Romanos 13, muitos são levados a fazer aplicações práticas indevidas e desumanas no campo político-social.

Eles falam exclusivamente em lei e ordem. Apoiam candidatos a cargo público da linha tiro, pancada e bomba. Querem leis rigorosas e penas severas para qualquer modalidade de crime. Demonstram até mesmo abertura para a supressão dos direitos democráticos em nome da segurança pública.

Acontece que a doutrina da queda do homem nos remete para três outras verdades, que fazem rigoroso contraponto ao que alguns pastores ensinam, e que, consequentemente, tem tornado igrejas inteiras terreno fértil para a disseminação do fascismo.

Se houve uma queda, essa tendência humana ao mal se manifesta também nos operadores do sistema de justiça criminal. A questão é: quem julga os juízes e vigia os vigias? Pode agir livre e impunemente quem, em nome de mais de 200 milhões de pessoas, tem o poder de acusar, julgar, prender e matar? Faz sentido tirar as amarras do Leviatã?

Crer na doutrina da queda também torna o cristão amante da democracia e absolutamente avesso a regimes totalitários. Sendo quem somos, nenhum de nós pode exercer função pública que não esteja exposta à crítica aberta da sociedade, à pressão nas ruas, à vigilância da imprensa. A farda não regenera o homem. Alguém já disse que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.

Mais um ponto central. Se há em você e em mim uma natureza predisposta ao mal, devemos lutar por modelos de sociedade que não funcionem como obstetras do crime. Não funcionamos bem quando vivemos em meio ao desemprego, à desigualdade de oportunidade de vida, à injustiça.

Não há a mínima dúvida que a maldade latente tende a não se tornar patente se tivermos nossos interesses pessoais atendidos. Diz o livro de Provérbios (30: 7-9) “... não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus”.

Poderia reforçar cada ponto supramencionado usando os argumentos de uma outra doutrina, pilar da ética cristã: a criação do homem à imagem de Deus. Eles tornam -o combate à desigualdade social, a manutenção da divisão tripartite de poder, a defesa dos direitos civis e sociais, a luta pela democracia-, elementos de uma ética positiva que não negocia o respeito à santidade da vida humana em nome do que quer que seja.

Um espírito entrou em muitas igrejas evangélicas do país. Falo sobre um modo de pensar e sentir alheio ao evangelho. Vejo muito crente servindo, repito, a ideais fascistas.

Os pregadores brasileiros, portanto, estão diante da obrigação de pregarem, com a voz e a vida, todo o conselho de Deus. Lutando contra a falta de conhecimento das Escrituras, apresentando uma teologia cujas implicações práticas sejam simétricas, denunciando toda cooptação ideológica (seja marxista, seja neoliberal) e profetizando contra o desamor na vida dos que se dizem crentes, por sinal, outro lamentável efeito da queda.


SERMÃO SOBRE O EVANGELHO DE JOÃO (6: 41-47)

V. 41. “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu”.

  • Judeus mostravam-se chocados com a megalomania de Jesus. Esse é o ponto. Nenhum ser humano jamais falou desse modo. Portanto, cremos em Cristo ou o ignoramos. Se ele não é o que disse ser, estamos diante de um cruel impostor.
  • Jesus declara que ele é a resposta de Deus para a fome humana. Privado da sua companhia, o ser humano está fadado à insatisfação. Tende a morrer de fome.
  • Ninguém na história da humanidade teve mais direito do que Cristo de poder fazer declaração como essa.

V. 42. "E diziam: não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: desci do céu?”

  • A familiaridade com Cristo os fez descrer do que Jesus declarava acerca de si mesmo. Eles se viram, portanto, diante de um problema epistemológico. 
  • O conhecimento da verdade revelada pelo evangelho requer abertura completa para o estranho e surpreendente modo de Deus se revelar aos homens.
  • Ele não veio com aparência externa de divindade. 

V. 43. “Respondeu-lhes Jesus: não murmureis entre vós”. 

  • Cristo os chama para em vez de murmurarem despirem-se dos seus preconceitos e buscarem se certificar do fato se Jesus era quem disse ser.
  • Não se dedicar a esse exercício é desonestidade intelectual.
  • Quem o faz, livre das amarras do pecado, cai de joelhos diante de Cristo.

V. 44. "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no ultimo dia”. 

  • Quem pode vencer o preconceito que impede o encontro salvador com Cristo? A resposta do Senhor Jesus vai de encontro ao senso comum. Ele simplesmente declara que somente os predestinados vencem as trevas da ignorância e se aproximam da luz. 
  • Ninguém pode! Absoluta impotência. Onde reside essa incapacidade total? Na mente, no coração e na vontade. 
  • O Pai envia Cristo a nós e envia a nós a Cristo. 
  • A partir de um ponto de sua vida, Deus começa a lidar de modo salvífico com o eleito, operando em sua mente e coração. Ele o leva a desejar sentido para viver, perdão de pecados, vida eterna. 
  • Por que esse amor é eterno, no Dia do Juízo Final, os eleitos sairão do túmulo. É impossível que a morte os retenha! 

V. 45. “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus”. 

  • Essa obra universal de salvação foi predita pelos profetas ( Isaías 54: 13). 
  • Deus haveria de levar milhões ao encontro com Cristo. 
  • O que significa ser ensinado por Deus? 1. Ter consciência de que tem uma alma. 2. Ver a futilidade da vida debaixo do sol. 3. Estar convicto da pecaminosidade pessoal e do mal existente no mundo. 4. Anelar pelo perdão. 5. Ser levado a Cristo.

V. 46. “Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto”. 

  • Cristo declara duas verdades. Nenhum ser humano tem conhecimento perfeito de Deus. Somente um o conhece, o que significa um ser infinito perante um ser infinito numa relação de amor perfeito e eterno. Que glória! Não há nada mais estupendo do que isso no universo. 
  • Portanto, quando o assunto é Deus a autoridade máxima é seu Único Filho.
  • Tentar conhecer a Deus sem a luz de Cristo sempre significará manter relação com um ídolo. 

V 47. "Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna”. 

  • A confiança em Cristo e nas suas promessas habilita o ser humano a tomar posse da vida eterna. 
  • O que é a vida eterna? É a vida de Deus na alma. É a vitória sobre tudo o que ameaça a felicidade humana. É o triunfo da vida sobre a morte. 

 

Antonio C. Costa

IP Barra/Rio 


500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE MERECEM CELEBRAÇÃO E AÇÕES DE GRAÇA

Martin-luther-9389283-1-402Entramos hoje em outubro de 2017. Mês dos 500 anos da Reforma Protestante. Martinho Lutero, monge agostiniano alemão, no dia 31 de outubro de 1517, fixou suas 95 teses nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha. Um ataque frontal desferido contra a venda de indulgências, que anunciava a emergência de uma teologia que viria a emancipar do seu "cativeiro babilônico" os cristãos.

Lutero traz ao mundo o melhor do humanismo cristão. Sua mensagem libera os seres humanos do apelo à autoridade e os faz livremente seguir a razão e as Escrituras. Todos são chamados a voltarem para o texto inspirado, sem a tutela de concílios e papas. "Se vocês não me convencerem pela razão e pelas Escrituras que estou errado, eu não me retratarei. Minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Ir contra a consciência não é correto nem seguro".

Mais maravilhoso ainda, foi retornar aos originais das Escrituras para encontrar um Deus doce. Seu maior legado foi apresentar Cristo como a chave hermenêutica da Bíblia. Tudo passou a ser lido na perspectiva de um Deus-Pai ensandecido de amor pelos homens e que enviara o Deus-Filho para salvá-los. Poucas vezes se viu na história da humanidade uma única verdade desmontar toda uma estrutura institucional e fazer os seres humanos romperem subitamente com toda uma cultura religiosa.

Somos justificados pela graça de Deus mediante a fé! O pecador arrependido que correu para Cristo é considerado justo por Deus não por praticar obras de justiça. Ele pratica obras de justiça porque foi tornado justo pela graça divina, que estava em Cristo reconciliando Deus com o mundo.

Cristãos protestantes brasileiros, celebrem essa data! Usem o mês de outubro para estudarem o que foi pregado no século 16. Busquem conhecer as biografias dos reformadores. Submetam suas igrejas ao exame dessa tradição tão bela a fim de saberem se elas são de fato protestantes.

Antonio C. Costa


500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE

1529MartinLuther
Em homenagem ao grande reformador alemão, Martinho Lutero. Uma das influências mais decisivas na minha formação intelectual e espiritual. Com ele conheci um Deus doce, um Cristo amável e um evangelho que liberta o homem do poder da morte, do inferno, da consciência, da lei, da religião, do juízo final.

Ele me fez tirar os olhos do Monte Sinai pegando fogo para contemplar Jesus mamando no seio de Maria.

Está chegando outubro. 500 anos da Reforma Protestante. Mês de ações de graças! Não perca nos dias 2 e 3/10 Conferência sobre a Reforma no templo novo da IP Barra (21-24931999).

Sim, sou cristão protestante!

#500AnosReforma