FICA CONOSCO, SENHOR
IGREJA COMO EVIDÊNCIA SOCIOLÓGICA DA VERDADE

MEU RETORNO A JONATHAN EDWARDS

J-edwardsEm 2006, havia acabado de ter meu projeto de tese de doutorado aprovado na França e preparava-me para deixar o Brasil. Tinha como meta escrever sobre o conceito de beleza na teologia do insuperável teólogo americano Jonathan Edwards (1703-1758).
 
Em março do ano seguinte, mergulho no Rio underground. Conheço as entranhas do mundo da política, da favela, do jornalismo, da polícia, do crime. Como já disse em outras ocasiões, não dava mais para ser o que eu era. Fui testemunha daquilo que demanda resposta de todo cristão que conhece os ideais de justiça do cristianismo. Não saberia hoje dissociar meu labor pastoral da luta pelos direitos humanos. Conhecer a Deus implica em não tolerar a destruição do homem pelo homem. É muita dor, muita miséria, muita exclusão social, que atinge a milhões, inclusive, irmãos na fé que vivem em estado de privação, exclusão e vulnerabilidade.
 
Nos últimos dias, voltei a ler Jonathan Edwards. Reli "Religious Affections". Neste momento, tenho em minhas mãos um dos livros que li em 2006, escrito pelo pastor americano John Piper, "God's passion for His Glory", no qual ele trata de uma das obras mais arrebatadoras de Edwards, "The end for which God created the word". Sinto-me tomado por um misto de encanto, anelo por santidade e desejo de amar mais o meu Criador.
 
Senti hoje saudade daquele tempo. Lamentei, em razão dos novos desafios intelectuais e demandas ministeriais, ter me dedicado menos à espécie de conhecimento que atende ao meu anelo por contemplar a beleza de Deus e nela me deliciar. Decidi retomar o estudo da boa teologia calvinista, priorizando "The works of Jonathan Edwards", da Yale University Press, que publicou as obras completas desse gênio da América Colonial.
 
Que adianta cumprir a missão que Deus entregou ao seu povo e perder a alma? Deixar o chamado de Cristo levar-nos a manter contato com a vida fora do templo, onde balas perdidas explodem cabeça de criança e o pobre clama sem ser ouvido, demanda manter o coração sempre alimentado pela boa teologia associada à vida de muita oração; se é que não queremos fazer a obra de Deus, mas gradativamente, sem que o percebamos, nos afastando do próprio Deus.
 
Antônio C. Costa 

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