Não resta dúvida de que é nossa obrigação moral -como cristãos- conhecer a Constituição Federal Brasileira. A luta pela justiça social, conseqüência imediata da mais simples assimilação do verdadeiro evangelho, que proclama o perdão de Deus, e o chamado do Criador para que andemos em novidade de vida, caracterizada por amor ao próximo, cuja expressão mais elementar é socorrer os seres humanos na sua miséria, depende da compreensão da parcela da ordem jurídica que rege o próprio Estado, uma vez que, sem o conhecimento dos direitos e garantias fundamentais do povo brasileiro, bem como das instituições que os resguardam, não saberemos o que apelar e a quem pressionar para que a lei seja cumprida e a justiça feita. Não devemos ser alfabetizados para ler a Bíblia? Devemos igualmente conhecer a constituição do nosso país para que lutemos pela justiça. Grandes males sociais carecem de solução exclusivamente política. Mexer com política é lidar com a vida na "polis". Cuidar da polis é cuidar de gente.
Começo com uma boa notícia. Após analisar o texto da nossa lei suprema, ficou bastante claro para mim que, muito do conteúdo da mensagem dos profetas, apóstolos e do próprio Cristo consta na Constituição Brasileira. Trata-se de uma constituição belíssima sob vários aspectos. Não uma obra acabada, mas certamente um documento que caso aplicado por nós brasileiros à vida do nosso país haverá de acabar com muita desgraça na nossa terra.
A partir de hoje, quero dar início, por meio do uso da forma mais simples de falar, pensando nos crentes brasileiros mais humildes, a uma série de comentários sobre a Constituição Brasileira, especialmente no que tange aos direitos políticos, civis e sociais do nosso povo. Correlacionando seu conteúdo a textos das Sagradas Escrituras e procurando encontrar formas práticas de a igreja atuar mais eficazmente na luta pela justiça social, a partir da compreensão do que já foi pactuado entre nós e que precisa tão somente ser aplicado.
O que quero com tudo isso? Ver a igreja resgatando sua credibilidade perante a nação. Milhares de brasileiros não nos admiram. Nos têm como alienados, ingênuos e moralistas. Quando essa gente nos vir na favela e no palácio do governo, com a Bíblia e a constituição abertas nas mãos, lutando acima de tudo pelo pobre e explorado, certamente descobrirá o que há de belo na nossa fé e se certificará que a nossa preocupação não é proselitista, fazer igreja crescer, mas que amamos os nossos conterrâneos.
Gostaria que esse engajamento do setor mais fácil de ser mobilizado para a luta pela justiça social, composto por milhões de brasileiros, que se reúnem dominicalmente para cultuar a Cristo, extirpasse a miséria e violação dos direitos humanos no Brasil, a fim de possibilitar que pessoas tenham tempo para ler, tomar café com os amigos, apreciar obra de arte, praticar seu hobby e conhecer a Deus.
Lamentavelmente, a vida que o brasileiro vive hoje o priva das delícias que Deus reservou para a espécie humana, nessa jornada que por si só já é difícil para todos os seres humanos.
Antônio Carlos Costa

Olá pastor.
Poderíamos começar levando esta forma (Bíblica/Constitucional)de olhar o outro e a sociedade em geral, aos seminários e faculdades teológicas. Ali está o ninho, o celeiro de onde saem os nossos "formadores de opinião".O que acha? Abraço.
Posted by: Diógenes Maciel | 17/06/2011 at 11:41