A igreja
pode colaborar para o fortalecimento da nossa democracia, combate à
desigualdade social e fortalecimento das nossas instituições, fazendo nessas
eleições as seguintes coisas:
1.
Orando.
2.
Mandando para o inferno políticos profissionais que estão no seu rol de membros
para viabilizar sua candidatura.
3.
Ensinando para os seus membros que o fato do candidato se dizer cristão, não é
qualidade suficiente para exercer função pública. Ele pode se dizer cristão e
ser inexperiente, alienado, ingênuo, malandro.
4.
Entendendo que não se deve eleger candidato visando atender aos interesses da
igreja, mas aos interesses do povo brasileiro.
5.
Mostrando aos seus membros a importância do voto. Em conexão a isso, combatendo
o voto nulo.
6.
Recusando-se a levar seus membros a apoiar candidatos em troca de terreno,
concessão de rádio, aquisição de instrumento musical, entre outras ninharias
mais, por cuja causa, a igreja deixa-se usar pelas trevas para permitir que o
país seja governado por débeis mentais.
7.
Levantando-se do culto se a adoração a Cristo for interrompida a fim de ser
cultuada a figura de um político qualquer, transformando assim -o momento
sagrado-, em comício.
8.
Criando um programa de ensino de escola dominical que fale sobre direito
constitucional, direitos humanos e teologia político-social.
9.
Evitando associar igreja e cristianismo a ideologia e política partidária. A fé
cristã não cabe em nenhum partido e nenhuma corrente de pensamento político.
Deixem os membros fazerem suas opções, enquanto que a igreja como instituição,
fornece tão somente as bases intelectuais para o engajamento político.
10.
Estimulando os seus membros a conhecerem os candidatos e suas propostas.
11.
Anotando todas as promessas de campanha, a fim de ser um aguilhão na consciência
dos que mentiram para o povo.
Antônio Carlos Costa

Caro Antonio, parabéns pela Alyssa!
Quanto a um programa de educação cívico-política para os cristãos, é imperativo que todos estejam conscientizados da MAIOR NECESSIDADE DO BRASIL, na esfera política: a mudança do atual sistema de governo, no qual o Presidente da República
"chefia o Estado, o governo e a administração; comanda o orçamento da União (ou seja, quase 70% das receitas públicas e algo como 22% do PIB); legisla vigorosamente através de medidas provisórias; libera, ao seu talante, recursos para estados, municípios e emendas parlamentares; manda e desmanda nas estatais; nomeia os membros dos tribunais superiores; controla as concessões de rádio e TV."(Percival Puggina, 15/08/10)
O descrito acima é um convite permanente à corrupção e à bajulação. É para fugir desse clientelismo que deveríamos, como igreja, lutar pelo sistema parlamentarista de governo, com voto distrital ou misto. Isto não é associar fé à ideologia ou a projetos políticos, mas, simplesmente, organizar melhor a arena de debates, o que é o mesmo que exigir honestidade na contagem dos votos da urna.
Posted by: Oswaldo Viana | 19/08/2010 at 02:43